sábado, 2 de fevereiro de 2019



A SOCIOLOGIA DE PROUDHON - Célestin Bouglé
La Sociologie de Proudhon. A obra foi traduzida por Plínio Augusto Coelho, e lançada pela  Intermezzo Editorial, EDUSP, 2015.
Bouglé salienta que a força coletiva servirá de centro à sociologia de Proudhon. Destaca, portanto, que Proudhon afirma os valores reais do indivíduo – da personalidade humana, insistindo na realidade do ser social. Ele irá se erguer contra a tradição teológica, sendo anticlerical e antirreligioso. Exercendo, essencialmente, reflexões críticas sobre as grandes propriedades, as grandes explorações e às forças invasoras da propriedade. Fará, também, uma excelente distinção entre o roubo violento e o roubo não violento.
Vale lembrar que Proudhon, segundo Bouglé, não se satisfaz com o socialismo de Saint - Simon e nem com o de Fourier. A propriedade é, para Proudhon, um direito de “aubaine” – (era o direito medievo que o senhor tinha de apoderar-se dos bens do estrangeiro não naturalizado após sua morte), - que significava, portanto, o poder de produzir sem trabalhar, fazendo do nada alguma coisa. É, portanto, necessário varrer da terra esse direito de “aubaine” e todos os seus resquícios de ambição suprema. Enfatiza-se, que o poder de compra da massa está reduzido à própria e simples subsistência.
Bouglé também sublinha que Proudhon denuncia todos os pecados da democracia de Rousseau e declara também o declínio do Estado teológico. Apontando todos os malefícios da fé. Destaca-se, também, uma crítica a Fourier, às suas categorias e a sua ideia de série – “a seita fourierista”.
Bouglé diz que Proudhon, em determinado momento, não crer mais na possiblidade de síntese, e crer sempre que as antíteses são necessárias. Em resumo, bastaria apenas uma observação nas constituições dos Estados modernos, para percebermos a febre belicosa e todos os efeitos das enfermidades orgânicas, dos feudalismos financeiros e econômicos e de uma decadência moral que chegou a um estado de pauperismo por meio de uma injustiça organizada.
                                                     

             Luciano Menezes




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