A
SOCIOLOGIA DE PROUDHON - Célestin Bouglé
La
Sociologie de Proudhon. A obra foi traduzida por Plínio
Augusto Coelho, e lançada pela Intermezzo Editorial, EDUSP, 2015.
Bouglé salienta que a
força coletiva servirá de centro à sociologia de Proudhon. Destaca, portanto,
que Proudhon afirma os valores reais do indivíduo – da personalidade humana,
insistindo na realidade do ser social. Ele irá se erguer contra a tradição
teológica, sendo anticlerical e antirreligioso. Exercendo, essencialmente,
reflexões críticas sobre as grandes propriedades, as grandes explorações e às
forças invasoras da propriedade. Fará, também, uma excelente distinção entre o
roubo violento e o roubo não violento.
Vale lembrar que
Proudhon, segundo Bouglé, não se satisfaz com o socialismo de Saint - Simon e
nem com o de Fourier. A propriedade é, para Proudhon, um direito de “aubaine” –
(era o direito medievo que o senhor tinha de apoderar-se dos bens do
estrangeiro não naturalizado após sua morte), - que significava, portanto, o poder
de produzir sem trabalhar, fazendo do nada alguma coisa. É, portanto,
necessário varrer da terra esse direito de “aubaine” e todos os seus resquícios
de ambição suprema. Enfatiza-se, que o poder de compra da massa está reduzido à
própria e simples subsistência.
Bouglé também sublinha
que Proudhon denuncia todos os pecados da democracia de Rousseau e declara
também o declínio do Estado teológico. Apontando todos os malefícios da fé.
Destaca-se, também, uma crítica a Fourier, às suas categorias e a sua ideia de
série – “a seita fourierista”.
Bouglé diz que
Proudhon, em determinado momento, não crer mais na possiblidade de síntese, e
crer sempre que as antíteses são necessárias. Em resumo, bastaria apenas uma
observação nas constituições dos Estados modernos, para percebermos a febre
belicosa e todos os efeitos das enfermidades orgânicas, dos feudalismos
financeiros e econômicos e de uma decadência moral que chegou a um estado de
pauperismo por meio de uma injustiça organizada.
Luciano
Menezes
Nenhum comentário:
Postar um comentário