A ZONA FRANCA DO SEMIÁRIDO E A
“GENEROSIDADE” CHINESA
Luciano Silva de Menezes [1]
Não
se pode em hipótese alguma classificar os chineses como insensíveis, sobretudo,
agora que despertamos os seus interesses. Aliás, nada como uma pequena ascensão
nos salários dos operários por lá, para se voltarem os interesses pela
Tailândia, Malásia, Filipinas, Indonésia e também, Brasil. Nessa exportação de
capital, os chineses quase sempre cobertos de “razão,” certamente, optam por
pagar salários equiparáveis ao nosso hilário mínimo. Produzem a preços muito
baixos em regiões periféricas, nessa fuga, não pagam os salários mais elevados em
seus países, essa é uma medida das multinacionais. Terão ainda, várias isenções
de impostos, para questionamento do pequeno empresário local. Resultado: o
governo deixa de arrecadar do “generoso”, mas jamais abdica do pequeno
comerciante.
Por
outro lado, os direitos sociais e trabalhistas não recebem tanta relevância na
China, por aqui, o caso se torna cada vez mais latente, pouco se fala. Desse
modo, a “generosidade” dos chineses pode passear livremente, tal como seu pungente
apanágio escravocrata. Antes de tudo, é preciso convencer o trabalhador do
semiárido que o baixo salário é demasiadamente suficiente. Tarefa não muito
árdua; o desempregado, por sua vez, busca qualquer salário, seja ele de fome ou
não.
Na
grande zona franca de Manaus, onde a miséria e a fome pouco deram tréguas;
aliás, como anda a região norte do país? “Harmoniosamente” envolto nas
“generosidades” das ONG’s e outras quimeras. Acreditou-se que toda melancolia e
fome haviam cessado no lúgubre período da borracha, mas na realidade transpassou
e consegue perdurar.
Contudo,
a “generosidade” chinesa se aproxima, promete subempregos em troca das isenções
tributárias. Não se pode deixar de destacar que a esmola do subemprego pode ter
uma inerência indireta com a obtenção de votos.
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