A NECESSIDADE DA AUTOPRESERVAÇÃO
POLÍTICA
Luciano Silva de Menezes [1]
Parece
não ser necessária nenhuma argúcia para perceber a grande luta pela
autopreservação no campo político. É necessário se manter, por si mesmo, ou
através de outro. Desse modo, figuras desconhecidas recebem apoios, muitas
vezes surgem do nada para assumir determinados cargos elevados. Os escroques possuem uma fome insaciável;
mesmo próximo a sucumbirem fisicamente repassam seus números de campanhas para
futuros aproveitadores das fragilidades sociais e econômicas.
Será
que no cerne desta autopreservação está o dinheiro ou a preocupação com a
sociedade? Será que pensam naqueles que creram, dentre as tantas quimeras, na
ilusão do fortalecimento da moeda pelo plano real? Onde se tentou justificar
tudo pelo poder de compra, no “consumo fácil” da população mais pobre. Todavia,
chegava o momento que o governo precisava incentivar mais e mais o consumo nas
classes baixas. Portanto, no similar parasitismo do preservador de si mesmo, o
tal governo constitucional necessita do imposto sobre esse consumo desvairado;
constituindo assim, um dos meios para se explorar a “riqueza” oriunda do plano
real.
A
História mostra que essa autopreservação política tem sobrepujado o bem estar
social; em outras palavras, os ganhos financeiros e os lucros são primordiais
para tais lideranças. A autopreservação tem fortes ligações com a manutenção da
sociedade, tal como ela se encontra; ou seja, parece serem eleitos para manter
o quadro vigente e não para promover alterações relevantes e mais amplas. Nessa
ditadura governamental qual o verdadeiro papel do dinheiro?
É
importante seguir observando até onde vão os efeitos devastadores das dinastias
despóticos, sobretudo, em Pernambuco e claro, no Maranhão. Até quando vai durar
essa confiança nos líderes? Até quando vamos chamar de mudança o processo de
autopreservação política? Até quando as inteligências serão insultadas com o
embuste chamado de democracia e a ilusão do sufrágio universal?
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