sexta-feira, 31 de março de 2017



RECORDAÇÕES  MUSICAIS DA “VELHA” PETROLÂNDIA

                                                                                       Luciano Silva de Menezes[1]


Fig. 01. Banda de Música de Petrolândia, em 1965, defronte ao Colégio Municipal.


Fig. 02. “Banda Adolfo Alexandre de Melo”, na Festa do Padroeiro, em 1974.


Em aproximadamente 1945, nascia na “Velha” Petrolândia a Banda de Música, fundada por Edson Porto. Posteriormente, seria nomeada: “Banda Adolfo Alexandre de Melo”.
A restrição da memória coletiva não conseguiu suprimir algumas lembranças. Então, a partir dessas reminiscências podemos entrelaçar dados relevantes desse período. Os ensaios eram realizados na Rua Ana Campos de Menezes.
Ao longo do tempo, integraram à Banda, os músicos: João Costa - Dedinho, no Trombone; José Marcos - Zezinho de Chica, no Clarinete; Cláudio de Izinha, no Trombone; Miguel de Toinha, no Trompete; Vicente, na Tuba; Zé Leite, no Sax, Adolfo Alexandre de Melo (posteriormente seria o patrono da Banda), no Clarinete; Dudé e José Pedro, na Percussão; Josemir Ramalho, no Trompete; Divacy Nascimento, no Saxofone; João Crispim (João de Boa), na Tuba; Izaldo Tomé, no Clarinete; Cícero Costa e Marcos Pereira, nos Saxofones; Hugo Filho e Elizânia, nos clarinetes; Tatiane e Núbia, nos Pratos.
No passado, na essência da Banda estava o poder de comunicação através de uma pluralidade musical esboçada. Hoje, frequentemente, fugindo de um empobrecimento cognitivo, procuramos prestar mais atenção à Música. Constamos que esse envolvimento do intelectual com o emotivo não nos permite “cochilar”.
Aquarela do Brasil, Tico – Tico no Fubá, Carinhoso e uma série de dobrados eram ingredientes imprescindíveis no repertório da Banda. Sua estrutura funcional estava ligada às tradições, em seus expressivos significados e significantes culturais.
Evocar esse passado significa sair de uma amnésia estrutural – esquecimento profundo, para adentrar na restauração dessas lembranças. Não deixa de ser, também, uma preocupação com as novas concepções culturais. Assim, avivar essa memória da Banda, instiga a uma continuidade sociocultural da Música, uma vez que ela, e as suas reproduções, reivindicam mais atenções.



[1] Historiador e Ecólogo Humano. 

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