RECORDAÇÕES MUSICAIS DA “VELHA” PETROLÂNDIA
Luciano Silva de Menezes[1]
Fig. 01. Banda de Música de Petrolândia, em 1965, defronte ao Colégio Municipal.
Fig. 02. “Banda Adolfo Alexandre de Melo”, na Festa do Padroeiro, em 1974.
A restrição da memória
coletiva não conseguiu suprimir algumas lembranças. Então, a partir dessas
reminiscências podemos entrelaçar dados relevantes desse período. Os ensaios
eram realizados na Rua Ana Campos de Menezes.
Ao longo do tempo,
integraram à Banda, os músicos: João Costa - Dedinho, no Trombone; José Marcos
- Zezinho de Chica, no Clarinete; Cláudio de Izinha, no Trombone; Miguel de
Toinha, no Trompete; Vicente, na Tuba; Zé Leite, no Sax, Adolfo Alexandre de
Melo (posteriormente seria o patrono da Banda), no Clarinete; Dudé e José
Pedro, na Percussão; Josemir Ramalho, no Trompete; Divacy Nascimento, no
Saxofone; João Crispim (João de Boa), na Tuba; Izaldo Tomé, no Clarinete;
Cícero Costa e Marcos Pereira, nos Saxofones; Hugo Filho e Elizânia, nos
clarinetes; Tatiane e Núbia, nos Pratos.
No passado, na essência
da Banda estava o poder de comunicação através de uma pluralidade musical esboçada.
Hoje, frequentemente, fugindo de um empobrecimento cognitivo, procuramos prestar
mais atenção à Música. Constamos que esse envolvimento do intelectual com o
emotivo não nos permite “cochilar”.
Aquarela do Brasil,
Tico – Tico no Fubá, Carinhoso e uma série de dobrados eram ingredientes
imprescindíveis no repertório da Banda. Sua estrutura funcional estava ligada às
tradições, em seus expressivos significados e significantes culturais.
Evocar esse passado
significa sair de uma amnésia estrutural – esquecimento profundo, para adentrar
na restauração dessas lembranças. Não deixa de ser, também, uma preocupação com
as novas concepções culturais. Assim, avivar essa memória da Banda, instiga a
uma continuidade sociocultural da Música, uma vez que ela, e as suas
reproduções, reivindicam mais atenções.

