quinta-feira, 4 de abril de 2019


MÚSICA E SIMBOLISMO: Ressonâncias Cósmicas dos Instrumentos e das Obras – Roger J. V. Cotte.
Cotte afirma que as notas musicais eram conhecidas por suas funções e não pelos nomes usuais. As setes consonâncias eram reconhecidas em correspondência com os sete planetas. A Oitava: a Lua ou Selene; Sexta Maior: Mercúrio ou Hermes; Sexta Menor: Vênus ou Afrodite; Quinta: O Sol ou Hélio; Quarta: Marte ou Ares; Terça Maior: Júpiter ou Zeus; Terça Menor: Saturno ou Cromo.
O simbolismo quaternário ou quinário traz os elementos: Fogo - Harpa ou Oboé; Terra – Viola; Princípio Transcendente – Pássaro ou Harpa; Ar – Tambor, órgão ou mandora; e Água – Alaúde ou Cornamusa. No simbolismo Setenário, temos: a Lua – Ré; Mercúrio – Dó; Vênus – Si Bemol; Sol – Lá; Marte – Sol; Júpter – Fá e Saturno – Mi.
Cotte menciona que a Mitologia sobrecarregou determinados instrumentos de uma significação reencontrada de século em século, até o presente. Cotte destacará, também, os materiais constitutivos de diversos instrumentos, os agrupamentos iconográficos dos instrumentos musicais, a músicas das cores, os aspectos planetários e suas relações pitagóricas com os intervalos musicais. No término da obra há um pequeno dicionário simbólico dos instrumentos musicais.                                                                                       

Luciano Menezes

segunda-feira, 1 de abril de 2019



A INTERPRETAÇÃO DAS CULTURAS – Clifford Geertz
Geertz foi o antropólogo que exerceu muitas influências nos historiadores culturais. A sua teoria interpretativa das culturas ressalta, sobretudo, o que ele chama de “descrição densa”. Compreender as culturas de um povo expõe as suas normalidades e não reduz as particularidades. A análise cultural, para ele, é ou deveria ser as avaliações das melhores conjeturas com um traçar de conclusões explanatórias e não a descoberta dos significados com o mapeamento de sua paisagem incorpórea.
Segundo Geertz, em etnografia, a teoria deve oferecer vocabulários que expressam os atos simbólicos e o que eles falam algo sobre eles.  – o papel das culturas na vida humana. O objetivo é tirar conclusões a partir de pequenos fatos densamente entrelaçados. As formas das sociedades são, nesse caso, as substâncias das culturas. Geertz afirma que se um estudo científico da cultura se arrasta e se atola num mero descritivismo é porque o tema de seu assunto é enganoso e esquivo em grande parte.
Geertz destaca as culturas balinesas com as interpretações das brigas de galos – “um drama filosófico” que elucida o entendimento das culturas em Bali. Ele enfatiza o culto aos mortos prestados pelos mais novos, os títulos de honra proveniente dos deuses, o feriado Njepi – o estranho dia do silencio, celebrado de acordo com o calendário lunar, no ano novo balinês, o medo dos demônios e outros fenômenos. Geertz entende que as sociedades e as vidas contêm suas próprias interpretações e é preciso descobrir como acessá-las.


Luciano Menezes